Ping normalizado: GunZ estabiliza após uma semana de ataques DDoS
Quem tentou jogar GunZ na primeira semana sabe do que estamos falando: ping passando de 10 mil, partidas travando, crash no meio do combate e um lobby que às vezes nem carregava a lista de salas ou deixava comprar item. Desde sexta-feira, 21 de agosto, o jogo virou outro — o ping ficou baixo e estável, com oscilações raras.
Na sexta a Masangsoft também explicou publicamente o que estava acontecendo. E a resposta não era servidor fraco: era ataque.
Como foi a primeira semana
O padrão que a comunidade brasileira relatava era quase cômico de tão ruim: uns dez segundos de ping bom, todo mundo jogando normal — e de repente dois minutos inteiros de lag, com ninguém conseguindo acertar nada. Aí voltava, e travava de novo.
O histórico de avisos oficiais na Steam conta a mesma história. Só no dia 15 de agosto, dois dias depois do lançamento, foram quatro comunicados: dois sobre falhas de conexão e dois sobre reinício emergencial dos servidores da América do Norte. Vieram ainda manutenções não programadas nos dias 16 e 18.
O que mudou
A virada começou na segunda-feira, 17 de agosto, com melhora gradual ao longo da semana. O patch de 18 de agosto confirma em uma linha seca: “a estabilidade de conexão com o servidor foi melhorada”. O mesmo patch corrigiu uma falha que permitia comprar itens de Bounty de forma anormal — e a Masangsoft avisou que os itens obtidos assim serão recolhidos, com punição para quem explorou de propósito.
De sexta para cá, o jogo passa longos períodos com ping baixo e o pico virou exceção. Na prática: dá para duelar de novo.
A causa: ataques DDoS desde o primeiro dia
Na sexta-feira, o produtor do jogo, conhecido como PD Max, publicou uma mensagem longa assumindo o problema. O trecho central, traduzido:
Como esperado, ataques de pacotes maliciosos e ataques DDoS em larga escala mirando vulnerabilidades do servidor começaram imediatamente no lançamento, resultando em um serviço muito instável nos primeiros dias. Sinto muito pelos usuários que não conseguiram se conectar ou jogar normalmente nesse período.
Segundo ele, o problema não é novo. Durante o beta, ataques em massa já tinham atingido outros serviços da Masangsoft, com foco especial no GunZ coreano. Aquilo obrigou o estúdio a revisar do zero a arquitetura de servidor e o sistema de defesa — parte do motivo de o relançamento ter demorado tanto e passado por cinco betas.
Agora, diz a empresa, os firewalls e sistemas de defesa foram elevados a um nível capaz de “responder de forma estável à maioria dos ataques”, com os problemas críticos “em grande parte resolvidos”.
Para o que ainda sobra de queda de conexão e crash, foi montado um time-força-tarefa dedicado, tratando o assunto como prioridade máxima, e será aberto um canal específico no Discord oficial para receber relatos detalhados.
O que mais foi respondido
A mensagem também tocou em pontos que a comunidade vinha cobrando:
- Hackers: os sistemas de detecção continuam ativos e serão reforçados. O pedido é que denúncias venham com evidência — clipe, contexto da partida, qual ferramenta apareceu.
- Arte gerada por IA: a Masangsoft reconheceu que subestimou a reação dos fãs. Diz que hoje a IA é usada de forma limitada (brainstorm de conceito, banners e anúncios) e que a maior parte dos recursos dentro do jogo é feita por artistas e estúdios parceiros.
- Futuro: estão em desenvolvimento Ligas, Clan Wars e torneios, além de novas quests e modos de jogo. O objetivo declarado é levar o GunZ para o cenário de esports.
- Monetização: o modelo “GunZ Plus” será revelado em breve, com uma promessa direta — “absolutamente zero elementos de pay-to-win”.
A comunidade não parou de crescer
Enquanto os servidores apanhavam, o público chegava. No dia 16 de agosto, o ranking oficial listava cerca de 44 mil jogadores ranqueados. Menos de uma semana depois, já passa de 113 mil — mais que o dobro.
No topo, a corrida por level está apertada: o líder está no nível 59, com vários jogadores logo atrás na casa dos 50, e um nick de sufixo BR entre os três primeiros. Dá para acompanhar em tempo real no nosso ranking.
Ajuda o fato de o jogo estar rodando um bônus de 30% de EXP, que entra na reta final: dos seis dias de duração, faltam três. Se você pensava em subir de nível, é agora.
O resto do pacote também segura o pessoal: eventos internos acontecendo, itens cosméticos bons e, principalmente, nada de pay-to-win — o que decide partida continua sendo habilidade.
O gargalo agora é aprender a jogar
Com a rede estabilizada, o obstáculo que sobra é outro: o GunZ é difícil. Cresce o número de streamers jogando e, junto, a procura por tutoriais — porque quem chega agora esbarra no K-Style, o conjunto de técnicas de cancelamento de animação que define o alto nível e que nenhum outro jogo ensina.
Se esse é o seu caso, comece pelo guia do iniciante, ajuste as configurações e o keybind — que também traz o que fazer para melhorar seu ping — e depois encare o K-Style do zero.
Para acompanhar se o servidor está de pé antes de abrir o jogo, a nossa página de status mostra jogadores online e os avisos oficiais em tempo real.
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